Uma proposta em tramitação na Câmara dos Deputados quer alterar o modelo atual das placas veiculares no Brasil — e a mudança principal é simples: recolocar o nome da cidade e do estado, informações que desapareceram com a adoção do padrão Mercosul, em 2020.
O que mudou com o modelo Mercosul
Antes do padrão atual, as placas brasileiras exibiam a cidade e o estado de origem do veículo. Com a migração para o modelo Mercosul, essa informação foi suprimida — hoje, as placas mostram apenas o nome do país. A mudança gerou críticas desde o início. Autoridades de segurança pública e agentes de trânsito argumentam que a ausência do município dificulta a identificação rápida de veículos durante fiscalizações.
O que propõe o projeto
O texto em discussão no Congresso prevê a volta da cidade e do estado nas placas, alterando o visual do modelo vigente. Se aprovado, a mudança deve valer para novos emplacamentos — a troca imediata para todos os veículos não está prevista. Atualmente, a substituição de placas só é obrigatória em situações específicas: compra e venda do veículo, mudança de município ou placa danificada.
Quem é afetado
Órgãos de fiscalização, polícias e agentes de controle de trânsito seriam os principais beneficiados, já que teriam mais um dado visível para identificação dos veículos. Do outro lado, motoristas que já trocaram para o modelo Mercosul podem ter custos com eventual nova adequação, caso a proposta avance e alguma obrigatoriedade seja estabelecida.
O que vem pela frente
O projeto ainda depende de votação no Congresso e pode ser alterado, arquivado ou aprovado no formato atual. Por ora, nada muda: as placas Mercosul seguem sendo o padrão oficial, e qualquer alteração depende de aprovação política — e de regulamentação posterior.
📷 Imagem gerada por IA para fins de ilustração
Fontes:
- Câmara dos Deputados — camara.leg.br
- Senado Federal — senado.leg.br
- Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) — planalto.gov.br








