Pesquisa aponta que Randolfe pode perder vaga no Senado em 2026

Senador Randolfe Rodrigues com bandeiras do Amapá e do Senado Federal ao fundo

Randolfe Rodrigues, líder do governo Lula no Congresso e senador pelo Amapá desde 2010, aparece fora das duas vagas nas pesquisas mais recentes para o Senado. O levantamento mais recente do Instituto Veritá, com dados coletados entre 23 e 28 de abril, mostra o senador em terceiro lugar nas intenções de voto e com a maior rejeição entre os principais candidatos.


O que dizem as pesquisas

O Instituto Veritá, em levantamento divulgado em 29 de abril, aponta Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) liderando a disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Amapá. Randolfe aparece em terceiro, fora do grupo que ocuparia as cadeiras se a eleição fosse hoje.

No cenário combinado (primeira e segunda opção de voto), Rayssa lidera com 71,4%, seguida por Lucas Barreto com 49,2% e Randolfe com 42,9%. A diferença é expressiva, mas o número mais preocupante para o senador está em outro dado: a rejeição.

O problema não é só o voto, é quem não quer votar nele

De acordo com os dados do Veritá, Randolfe Rodrigues concentra 47,2% de rejeição, a maior entre todos os candidatos avaliados. Para comparar, Rayssa Furlan tem 21,5% de rejeição e Lucas Barreto apenas 9,8%.

Isso significa que quase metade do eleitorado amapaense afirma que não votaria nele. Em uma eleição com duas vagas, onde o eleitor vota duas vezes, a rejeição alta é especialmente prejudicial: ela reduz o espaço para crescimento e empurra votos para adversários com menor resistência.

Essa combinação de terceiro lugar nas intenções de voto com alta rejeição explica o que analistas e adversários apontam como risco real de não reeleição.

Por que ele está nessa situação

Aliados e adversários avaliam que Randolfe teria se afastado de pautas diretamente ligadas ao Amapá, priorizando sua atuação em agendas nacionais. Como líder do governo Lula no Congresso, ele tem ocupado espaço central na defesa do Palácio do Planalto, protagonizando debates e articulações em Brasília.

Por outro lado, quem defende o senador argumenta que sua proximidade com o governo federal é um ativo, não um peso. A discussão revela um dilema clássico na política brasileira: o parlamentar que se torna nacional muitas vezes perde o eleitorado local.

Quem está na frente

Rayssa Furlan é casada com Dr. Furlan (PSD), prefeito de Macapá que lidera as intenções de voto ao governo estadual, o que transforma a dupla em uma das forças políticas mais sólidas do estado. Já Lucas Barreto (PSD) leva vantagem na disputa pela segunda vaga contra Randolfe nos cenários estimulados da AtlasIntel.

O que pode mudar até outubro

As eleições são em outubro e ainda há meses de campanha. Randolfe é um político experiente, eleito em 2010 e reeleito em 2018, com forte estrutura de campanha. Pesquisas de hoje não garantem resultado. Mas pesquisas recentes têm mostrado cenário mais difícil para o senador, o que exigirá uma virada significativa nos próximos meses.

O próprio senador ainda não declarou oficialmente candidatura, assim como outros nomes da lista.


 

Fontes:

  • Instituto Veritá, pesquisa AP Senado, realizada entre 23 e 28 de abril de 2026. Registro no TRE: AP-03170/2026
  • AtlasIntel, pesquisa Amapá Governador e Senado, realizada entre 23 e 28 de março de 2026. Registro no TSE: AP-06595/2026
  • Paraná Pesquisas, pesquisa Amapá Senado, realizada entre 12 e 15 de março de 2026. Registro no TSE: AP-00767/2026
  • Real Time Big Data, pesquisa Amapá Senado, realizada entre 7 e 9 de fevereiro de 2026. Registro no TSE: AP-07630/2026
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