O governo Lula colocou na mesa o novo valor do salário mínimo para o ano que vem. Quem sente o impacto direto são os aposentados e pensionistas do INSS e o reajuste vem com uma boa e uma má notícia.
O que aconteceu
O governo federal prevê salário mínimo de R$ 1.717 em 2027, R$ 96 a mais do que o valor atual de R$ 1.621, o que representa alta de 5,9%. A projeção foi enviada ao Congresso no dia 15 de abril, dentro do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.
O valor estimado é apenas uma previsão. O número definitivo só será confirmado em dezembro de 2026, após a divulgação do INPC de novembro.
Por que isso importa
Para milhões de brasileiros, o salário mínimo não é referência, é a renda inteira. É dele que saem gastos com comida, remédios e contas fixas.
O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo: o piso é corrigido pela inflação mais o crescimento do PIB. Como serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, cada aumento se reflete diretamente nas despesas públicas.
A fórmula combina a projeção de 3,06% de INPC com o crescimento da economia em 2025, com ganho real limitado a 2,5% acima da inflação, como determina o arcabouço fiscal.
Na prática: o aposentado que recebe um salário mínimo teria ganho acima da inflação. Quem recebe acima do mínimo, em geral, fica só com a reposição da inflação.
Quem sai ganhando de forma direta são os aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo, já que o reajuste é automático e completo. Os beneficiários do BPC e de outros programas atrelados ao piso nacional também entram nessa lista.
Já os trabalhadores que recebem acima do mínimo ficam de fora do ganho real, na prática, normalmente levam apenas a reposição da inflação, sem aumento de poder de compra.
A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e votada em sessão conjunta do Congresso, com prazo até 17 de julho. Até lá, ajustes ainda podem acontecer.
Se nada mudar, o governo projeta que o salário mínimo chegue a R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030, saindo dos atuais R$ 1.621 para superar a barreira dos dois mil reais até o fim da década.
📷 Imagem gerada por IA para fins de ilustração.
Fontes: Câmara dos Deputados | Senado Federal | Agência Brasil










