O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, em 15 de abril de 2026, a Operação Narco Fluxo, com ações em 8 estados e no Distrito Federal, para desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em lavagem de dinheiro, evasão de divisas e tráfico internacional de drogas.
A operação cumpriu 32 prisões temporárias e 45 mandados de busca e apreensão, com ordens da 5ª Vara Federal de Santos (SP). Segundo as investigações, o grupo atuava desde 2023, utilizando uma estrutura sofisticada para ocultar recursos ilícitos oriundos de tráfico de drogas para a Europa, estelionato digital e jogos de azar ilegais. O objetivo central, de acordo com o Gaeco de São Paulo, é a descapitalização da organização criminosa.
O esquema operava por meio de empresas de fachada, contas de passagem e uso de criptoativos e dinheiro em espécie, além de técnicas de fracionamento para evitar alertas bancários. Os valores eram posteriormente integrados à economia formal com a compra de bens de luxo.
Entre os alvos estão os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, além dos empresários Rodrigo Oliveira (GR6) e Henrique Viana (“Rato”, da Love Funk). Influenciadores como Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira também são investigados. Até o momento, não há políticos citados.
A operação dá sequência a investigações como Narco Vela, Narco Bet e Narco Azimut. O MPF já apresentou 11 denúncias, e novos desdobramentos são esperados com a análise do material apreendido.
Fontes: Ministério Público Federal (MPF); Polícia Federal (PF); Justiça Federal (5ª Vara de Santos/SP).








