O senador Sergio Moro (União-PR) foi substituído nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, na CPI do Crime Organizado no Senado. A mudança ocorre em um momento crítico, às vésperas da votação do relatório final, e faz parte de uma articulação direta para alterar a correlação de forças dentro do colegiado.
Articulação e Troca de Cadeiras
A retirada de Moro e a nomeação do senador Beto Faro (PT-PA) para a vaga consolidam uma manobra da base governista para retomar o controle da comissão. Além de Moro, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) também foi removido de sua titularidade.
Nota de Contexto: No rito legislativo, as substituições de membros de comissões são prerrogativas das lideranças partidárias ou de blocos, frequentemente utilizadas como ferramenta estratégica em votações decisivas.
O Impacto no Relatório Final
O objetivo central da mudança é barrar o texto atual do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O relatório, que vinha ganhando tração na ala oposicionista, trazia pontos sensíveis, incluindo:
- Propostas de indiciamento de autoridades;
- Menções a pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF);
- Críticas diretas à atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Mudança na Maioria
A movimentação altera drasticamente o quórum da CPI. Antes da substituição, o grupo favorável ao rigoroso relatório de Vieira detinha a maioria dos votos. Com a entrada de parlamentares alinhados ao governo, o cenário para a aprovação do texto original torna-se incerto, abrindo espaço para pedidos de vista ou a apresentação de um voto em separado (relatório paralelo).
Fontes: Senado Federal; Regimento Interno do Senado; Notas oficiais das lideranças partidárias.







