Suplemento alimentar não é remédio. Mesmo assim, não é inofensivo. Por isso, antes de tomar, vale dois minutos olhando o rótulo. Ele traz dados que ajudam a evitar erros e riscos à saúde.
O que aparece na frente da embalagem
Todo suplemento liberado pela Anvisa traz o termo “SUPLEMENTO ALIMENTAR” na frente. Além disso, deve mostrar o formato do produto, como cápsula, pó ou líquido. Essa regra está na RDC nº 243/2018.
Quando o produto passa dos limites da Anvisa para açúcar, gordura ou sódio, ele deve ter o símbolo da lupa na frente. Esse aviso foi criado pela RDC nº 429/2020. Portanto, se a lupa aparecer, vale redobrar a atenção.
[Alerta Anvisa sobre suplementos de cúrcuma e risco ao fígado]
Como ler a lista de ingredientes
Os ingredientes aparecem do maior para o menor. Ou seja, o primeiro da lista é o que tem mais no produto. Por isso, os primeiros itens merecem atenção.
Fique atento a nomes como maltodextrina, dextrose e xarope de milho. Todos são tipos de açúcar. Assim, mesmo sem parecer doce, o produto pode ter muito açúcar. Além disso, listas longas com muitos aditivos e corantes costumam ser sinal de produto mais industrializado.
O que olhar na tabela nutricional
Antes de tudo, veja o tamanho da porção. Muitos produtos mostram poucos valores de calorias, mas a porção é pequena. Por isso, compare com o quanto você consome de verdade.
O %VD mostra quanto aquela porção entra em uma dieta de 2.000 kcal. Assim, para gordura e sódio, o ideal é que esse número seja baixo. Para proteína e vitaminas, depende do seu caso.
Quais avisos são exigidos
Todo suplemento precisa ter a frase “Este produto não é um medicamento”. Além disso, deve alertar para não passar da dose diária. Avisos sobre glúten e lactose também são exigidos quando o produto os tem.
Alguns suplementos precisam de avisos extras. Por exemplo, os de cúrcuma devem informar que não são indicados para gestantes, crianças e pessoas com doenças no fígado. Isso vale por conta de uma mudança recente nas regras da Anvisa.
Tomar sem orientação tem risco
Suplementos são vendidos livremente. No entanto, tomar sem indicação pode trazer problemas. O uso em excesso pode machucar o fígado, os rins e outros órgãos.
Além disso, certos suplementos mudam o efeito de remédios que você já usa. Por exemplo, anticoagulantes e remédios para o coração podem ser afetados. Por isso, contar ao médico o que você toma é muito importante.
Há ainda outro risco. Tomar suplemento por conta própria pode aliviar um sintoma por um tempo. Mesmo assim, pode atrasar a descoberta de algo mais sério.
Quem pode indicar suplementos
No Brasil, nutricionistas e médicos são os mais indicados para ajudar no uso de suplementos. O nutricionista vê a dieta e encontra o que falta. O médico, por sua vez, olha a saúde como um todo.
Assim, uma consulta e, se precisar, exames de sangue, ajudam a ver se há mesmo necessidade de suplementar. Portanto, antes de comprar, consulte um profissional.
Fontes: RDC nº 243/2018 (requisitos sanitários de suplementos alimentares): https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares RDC nº 429/2020 e IN nº 75/2020 (rotulagem nutricional frontal): https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/rotulagem-nutricional-novas-regras-entram-em-vigor-em-120-dias RDC nº 843/2024 (nova regulação de suplementos): https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares Alerta 04/2026 e atualização normativa de suplementos com cúrcuma: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/anvisa-atualiza-regras-para-suplementos-que-contem-curcuma
📷 Imagem gerada por IA para fins de ilustração









