Exército brasileiro vai assumir obras paradas do governo Lula
Câmara libera militares para tocar empreendimentos abandonados e escancara a incapacidade do governo em entregar o básico.
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que autoriza o Exército a assumir obras paradas, atrasadas ou abandonadas pelo governo. A justificativa oficial fala em “celeridade” para destravar a infraestrutura brasileira. Na prática, o recado é outro: o governo Lula não consegue manter as próprias promessas de pé — nem com verba, nem com discurso, nem com planejamento.
Pela nova regra, Estados e municípios poderão acionar os militares sem licitação, como se o país tivesse adotado uma “empreiteira camuflada” para resolver o que a gestão civil falhou em entregar. É o Brasil institucionalizando o improviso: quando a incompetência sobe a régua, a farda entra como gambiarra oficial.
Defensores da medida apontam a experiência do Exército em obras pontuais. Críticos lembram que construir rodovias, metrôs e grandes estruturas não é o mesmo que erguer quartéis. Militarizar a infraestrutura é admitir que o Estado perdeu a capacidade de gerir o que é básico. É quase uma confissão pública: “Se o governo falhar, a tropa tenta”.
E aqui está o ponto que indigna qualquer cidadão minimamente atento: uma instituição criada para proteger o país, deter agressões externas e garantir soberania está sendo rebaixada ao papel de empreiteira estatal. Enquanto forças como a IDF em Israel e os fuzileiros navais nos Estados Unidos operam para defender seus países de agressores externos e internos, a FAB seguem pintando meio-fio e cobrindo buracos deixados por governos incapazes.
Estamos assistindo à degradação de uma instituição historicamente positivista e ao surgimento de uma gentalha armada, igual a Venezuela, cada vez mais submissa aos caprichos do ditador que manusear a caneta de qualquer presidência. Uma distorção perigosa, que mistura fracasso administrativo, uso político da farda e um país que parece confortável em empurrar responsabilidades para quem não deveria carregá-las.








