A Anvisa determinou nesta quinta-feira (7 de maio de 2026) o recolhimento imediato de dezenas de produtos da marca Ypê, fabricados pela Química Amparo, em São Paulo. O motivo: falhas graves na produção que colocam em risco quem usa esses itens em casa.
O que aconteceu?
A agência federal realizou uma inspeção na fábrica da Química Amparo, em Amparo (SP), em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária local. O resultado foi preocupante.
Foram encontradas falhas sérias nos sistemas de garantia de qualidade, no processo de fabricação e no controle de qualidade dos produtos. Esses problemas violam as chamadas Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes, que são as normas mínimas que toda fábrica de produtos de limpeza deve seguir.
O risco concreto identificado é de contaminação microbiológica, ou seja, a presença de microrganismos prejudiciais à saúde nos produtos.
Quais produtos estão envolvidos?
Só estão afetados os lotes com numeração final 1. Os produtos incluem:
- Lava-louças Ypê (diversas versões: Clear Care, com Enzimas Ativas, Toque Suave, Green, Clear)
- Lava-roupas líquido Tixan Ypê (Antibac, Coco e Baunilha, Green, Combate Mau Odor, Maciez, Primavera, Power Act)
- Lava-roupas Ypê Express, Power Act e Premium
- Desinfetantes Bak Ypê, Pinho Ypê e linha Atol (uso geral e perfumado)
Isso afeta quem usa esses produtos em casa?
Sim. Quem tiver em casa qualquer um desses produtos, com lote terminado em 1, deve parar de usar imediatamente e entrar em contato com o SAC da Ypê para devolver o produto.
A determinação da Anvisa proíbe também a fabricação, distribuição e venda dos lotes afetados enquanto a situação não for resolvida.
Como saber se o meu produto está na lista?
O número do lote fica impresso na embalagem, geralmente na parte de trás ou no fundo do frasco. Se ele terminar com o algarismo 1, o produto está incluído no recolhimento.
A lista completa dos produtos e lotes afetados está na Resolução RE nº 1.834/2026, publicada no Diário Oficial da União de 7 de maio de 2026.
Fontes:
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — gov.br/anvisa
- Resolução RE nº 1.834, de 5 de maio de 2026 — Diário Oficial da União









