Saiba por que Renato Freitas enfrenta cassação na ALEP

Deputado Renato Freitas em sessão no Conselho de Ética da ALEP.

Em 14 de abril de 2026, o Conselho de Ética da ALEP avançou no processo contra o deputado Renato Freitas (PT) por quebra de decoro após briga de rua em Curitiba.


O que está acontecendo no Conselho de Ética?

O deputado estadual Renato Freitas responde a um processo administrativo disciplinar na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) que pode resultar na perda de seu mandato. O caso gira em torno de um episódio ocorrido no fim de 2025, quando o parlamentar se envolveu em um confronto físico e verbal no centro de Curitiba.

Durante as sessões realizadas entre os dias 13 e 14 de abril de 2026, o clima foi marcado por alta tensão. O deputado protagonizou embates verbais ríspidos com o advogado Jeffrey Chiquini, autor de uma das representações. Em reação, a oposição na Casa, liderada por Arilson Chiorato (PT), protocolou pedidos de anulação do processo, alegando cerceamento de defesa e uso político do colegiado.

Quem é Renato Freitas?

Renato Freitas é advogado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atualmente, exerce mandato como deputado estadual pelo PT. Sua trajetória política é pautada pelo ativismo em causas sociais, defesa dos direitos humanos e combate ao racismo. Antes da ALEP, foi vereador em Curitiba, onde ganhou projeção nacional por embates com grupos conservadores.

Em quais casos ele já se envolveu?

O histórico de Renato Freitas inclui episódios de grande repercussão jurídica:

  • Igreja do Rosário (2022): Teve o mandato de vereador cassado em Curitiba após protesto contra o racismo. A decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Invasão da ALEP (2023): Acusado de facilitar a entrada de manifestantes. Recebeu suspensão de 30 dias, posteriormente sustada por liminar judicial.
  • Confronto em Curitiba (2025): Origem do processo atual por supostas agressões em via pública.

Qual o futuro dele na Assembleia?

O desfecho depende do parecer do relator no Conselho de Ética. Se o relatório recomendar a cassação, o processo seguirá para votação em plenário. Para que o mandato seja cassado, são necessários ao menos 28 votos favoráveis (maioria absoluta).

A defesa pode recorrer ao Judiciário?

Sim. Especialistas apontam que a defesa deve recorrer ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) ou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A tese principal é que os fatos ocorreram fora do exercício do mandato, não configurando quebra de decoro parlamentar em sentido estrito.


Fontes: Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP); Diário Oficial do Estado; Redes sociais oficiais de Renato Freitas e Arilson Chiorato.

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