Dengue cai 71% em 2025, mas tuberculose e Covid seguem matando

Dengue registra queda histórica no Brasil em 2025

O Ministério da Saúde contabilizou 1.655.644 casos e 1.793 mortes por dengue em 2025 — uma queda de 75% no número de casos e 71% nos óbitos em relação a 2024, o pior ano da doença no país, quando foram registrados mais de 6,5 milhões de casos e 6.321 mortes.

Por que a dengue caiu tanto em 2025?

A redução expressiva está associada a um conjunto de fatores. Até outubro de 2025, mais de 10,3 milhões de doses da vacina contra a dengue foram enviadas aos estados, e o Ministério da Saúde anunciou R$ 183,5 milhões para ampliar tecnologias de controle vetorial, como o método Wolbachia, presente em 12 municípios com expansão planejada para mais 70 cidades.

Distribuição regional dos casos

A queda foi nacional, mas a concentração de casos permaneceu no Sudeste. São Paulo registrou 892,6 mil casos prováveis e 1.098 mortes em 2025 — menor que os 2,1 milhões de casos e 2.137 óbitos de 2024, uma redução de 58%.

Quais doenças ainda matam mais do que a dengue no Brasil?

Apesar da grande atenção pública, outras doenças infecciosas continuam causando mais mortes. A tuberculose mantém-se como uma das principais causas de morte por agente infeccioso no país. Em 2024, foram registrados mais de 85 mil casos novos no Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025 do Ministério da Saúde.

Covid-19 também permaneceu relevante em 2025, superando a dengue em óbitos, especialmente entre grupos de risco e pessoas com comorbidades. Em 2024, as duas doenças chegaram a se equiparar: a dengue foi a doença infecciosa que mais matou naquele ano, superando a Covid.

Oropouche: nova ameaça em expansão

A febre Oropouche acumula quase 3 mil casos no Brasil em 2025, com cerca de 95% das notificações registradas no Espírito Santo, tornando-se uma preocupação adicional para autoridades sanitárias, que monitoram sua expansão.

O que acontece agora com a vacinação contra a dengue

A 1ª vacina contra a dengue de dose única, produzida integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan, começou a ser aplicada em janeiro de 2026, com público-alvo inicial de 15 a 59 anos e profissionais da atenção primária.

O risco de novos surtos permanece, pois o mosquito Aedes aegypti segue amplamente disseminado no território nacional.

Fontes: Ministério da Saúde — Painel de Monitoramento de Arboviroses; Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025 (MS); Agência Gov; Poder360; CNN Brasil; Instituto Butantan.

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