A ministra Cármen Lúcia antecipou sua saída da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcando para 14 de abril de 2026 a eleição interna do novo comando. O mandato original se encerraria em 3 de junho. A decisão visa assegurar uma transição estável antes das eleições gerais de outubro.
Em evento recente na Fundação FHC, a ministra revelou que familiares pedem frequentemente que ela deixe o cargo no STF por conta de ataques sexistas e tensões constantes na Corte. Ainda assim, reafirmou que, ao sair do TSE, se dedicará integralmente ao Supremo.
Indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, Cármen Lúcia ocupa cadeira no STF há quase 20 anos. Ela foi figura central na condenação de Jair Bolsonaro por organização criminosa na trama golpista de 2022 — em 11 de setembro de 2025, seu voto formou maioria de 3 a 1 na Primeira Turma do STF.
O comando do TSE passará ao ministro Kassio Nunes Marques na presidência, com André Mendonça na vice-presidência.
Fonte: TSE (tse.jus.br)







