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Deputada do Ceará é alvo da PF por fraude bilionária no INSS e passa a usar tornozeleira eletrônica

A deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) tornou-se um dos principais nomes no centro de uma investigação de grande escala sobre fraudes no sistema previdenciário brasileiro. A parlamentar é suspeita de atuar como articuladora política de um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, com prejuízo estimado em até R$ 6,3 bilhões.

A operação, batizada de Operação Indébito, foi deflagrada em 17 de março de 2026 pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, como desdobramento da “Operação Sem Desconto”. O foco é desarticular um esquema de cobranças associativas não autorizadas diretamente nos benefícios de aposentados.

Apesar do pedido de prisão preventiva feito pela PF, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu impor medidas cautelares alternativas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão busca garantir o andamento das investigações sem o encarceramento imediato da parlamentar em exercício.

Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à deputada no Ceará e no Distrito Federal. As diligências resultaram na apreensão de dinheiro em espécie e itens de luxo, reforçando as suspeitas levantadas pelos investigadores.

O caso também tem conexão direta com a CPMI do INSS, que já vinha apurando o envolvimento da deputada desde 2025. O relator da comissão já havia apontado Gorete Pereira como uma das figuras centrais no esquema investigado.

Além das medidas impostas à parlamentar, a operação levou à prisão de outros envolvidos, entre eles a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente de associações no Ceará, e o empresário Natjo de Lima Pinheiro.

Em nota, a deputada nega qualquer participação em práticas ilícitas e afirma que irá colaborar com as investigações para esclarecer os fatos.

O caso escancara mais uma vez a fragilidade nos mecanismos de controle do sistema previdenciário, colocando pressão sobre os órgãos de fiscalização e o ambiente político em Brasília.

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