Uma operação policial que investiga a influência do crime organizado nas eleições municipais de 2024 levou à prisão de cinco vereadores na cidade de Morada Nova. A ação faz parte da Operação Traditori, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, e apura o uso de recursos de facções criminosas para financiar campanhas eleitorais em troca de benefícios políticos.
Entre os parlamentares presos, três são filiados ao Partido dos Trabalhadores. As investigações apontam que o esquema teria envolvido apoio financeiro de organizações criminosas durante o processo eleitoral municipal.

Os vereadores detidos na operação são:
- Hilmar Sérgio (PT), presidente da Câmara Municipal de Morada Nova;
- Gleide Rabelo (PT), também identificada como Lúcia Gleidivânia Rabelo;
- Cláudio Maroca (PT);
- José Rumão (PP), citado em alguns registros como Régis Rumão, filiado ao Progressistas;
- Júnior do Dedé (PSB), integrante do Partido Socialista Brasileiro, que estava licenciado do mandato e exercia o cargo de secretário municipal.
Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de receber dinheiro de facções criminosas para custear campanhas eleitorais em 2024, comprometendo-se posteriormente a garantir vantagens políticas e influência administrativa para os financiadores.
A hipótese central da investigação é que o crime organizado buscava ampliar sua influência dentro do poder público municipal, utilizando representantes eleitos para facilitar interesses ligados a atividades ilícitas.
Investigação também atinge outro vereador do PT no Ceará

Além das prisões em Morada Nova, outro caso envolvendo um vereador petista ocorreu em uma investigação separada. O vereador Tota Lobo (PT) foi preso na cidade de Crato. Nesse caso, a apuração não está ligada à Operação Traditori. A investigação mira supostas fraudes em contratos e serviços de coleta de lixo no município, envolvendo possíveis irregularidades administrativas e financeiras.
Crime organizado e eleições
A Operação Traditori integra uma série de ações das forças de segurança para mapear a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral, fenômeno que tem preocupado autoridades nos últimos anos.
De acordo com investigadores, a estratégia das facções seria investir em candidaturas locais para ganhar acesso a decisões administrativas, contratos públicos e influência política, ampliando o alcance de suas atividades.
As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro, dependendo do avanço das provas reunidas pelas autoridades.









