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CPMI do INSS investiga rede de lavagem de dinheiro que pode chegar a R$ 37 bilhões, diz relator

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou em março de 2026 que as investigações avançaram sobre uma ampla rede de lavagem de dinheiro que pode movimentar até R$ 37 bilhões. Segundo o parlamentar, o esquema teria transformado recursos desviados de aposentados e pensionistas em capital utilizado por organizações criminosas.

De acordo com Gaspar, a estrutura investigada funcionaria como uma verdadeira “lavanderia de dinheiro”, conectando fraudes no sistema previdenciário a atividades do crime organizado violento. O parlamentar afirmou que os valores obtidos ilegalmente teriam sido misturados a recursos de facções para financiar crimes como tráfico de drogas, tráfico de pessoas e até organizações terroristas.

As investigações da CPMI também apontam que o grupo utilizava casas de câmbio e criptomoedas para ocultar a origem dos recursos e facilitar o envio de dinheiro ao exterior. Segundo o relator, o uso de ativos digitais foi uma das estratégias adotadas para dificultar o rastreamento financeiro e fragmentar os valores movimentados.

Outro ponto destacado por Gaspar foi a possível participação de agentes ligados ao setor financeiro. O deputado afirmou que há indícios de conexões entre o esquema e integrantes do mercado, incluindo banqueiros e fundos de investimento, que estariam relacionados à movimentação e ocultação dos valores investigados.

Durante as declarações, o relator fez críticas diretas aos mecanismos de controle que deveriam proteger o sistema previdenciário. Para ele, houve falhas graves de fiscalização dentro do próprio sistema da Previdência, o que teria permitido a atuação prolongada de grupos criminosos e a ocorrência de desvios bilionários.

Gaspar também afirmou que a CPMI precisa atuar com total independência política. Segundo o parlamentar, as investigações devem atingir qualquer pessoa envolvida no esquema, independentemente de posição ideológica ou cargo ocupado.

Não é hora de poupar ninguém”, declarou o relator ao defender a convocação de ministros de Estado, autoridades públicas e representantes do setor financeiro para prestar esclarecimentos à comissão.

O deputado ainda criticou decisões recentes do sistema judicial que, em sua avaliação, acabam criando uma espécie de “justiça VIP”. Segundo ele, determinadas medidas têm dificultado o acesso a dados considerados essenciais para a responsabilização de envolvidos em crimes financeiros.

A CPMI segue analisando documentos, movimentações bancárias e depoimentos para dimensionar o alcance da suposta rede de lavagem de dinheiro. Caso as suspeitas se confirmem, o caso poderá se tornar um dos maiores escândalos financeiros já investigados envolvendo recursos da Previdência no Brasil.

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