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Vereador é investigado por “rachadinha” em São Caetano do Sul

Operação do Gaeco investiga esquema de “rachadinha” envolvendo vereador de São Caetano do Sul

O gabinete do vereador Professor Ródnei (PSD), de São Caetano do Sul (SP), foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade do Ministério Público de São Paulo (MPSP), na quarta-feira, 10 de dezembro de 2025. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em razão de suspeitas de um esquema de rachadinha no gabinete do parlamentar, prática criminosa em que servidores comissionados são obrigados a devolver parte de seus salários para permanecer no cargo.

Segundo o MPSP, há indícios de que o vereador tenha cometido concussão e lavagem de dinheiro ao exigir repasses de servidores nomeados em cargos de livre nomeação e exoneração. A rachadinha é considerada crime porque envolve apropriação indevida de recursos públicos e abuso de poder por parte do agente político. O esquema, conforme apontam os investigadores, pode ter funcionado por meio da retenção sistemática de parte dos salários pagos pela Câmara Municipal.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, dinheiro em espécie e documentos que podem reforçar as suspeitas contra o parlamentar. Além disso, o Ministério Público obteve o sequestro de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de ativos financeiros ligados ao vereador, totalizando R$ 436.027,81, valor que pode estar relacionado aos repasses cobrados de servidores ao longo do tempo.

Como medida cautelar, o chefe de gabinete de Ródnei foi afastado de suas funções e proibido de acessar as dependências da Câmara Municipal. A operação contou com o apoio de policiais militares do 6º Batalhão de Operações Especiais (Baep), responsáveis por garantir a segurança e o cumprimento dos mandados.

Até agora, o vereador não se manifestou oficialmente sobre a investigação, e a defesa também não divulgou nota pública. O caso segue em sigilo parcial enquanto o material apreendido é analisado pelos promotores responsáveis.

Casos de rachadinha têm sido investigados com frequência em diversas câmaras municipais e assembleias pelo país. A prática, além de ilegal, afeta diretamente a confiança do cidadão nas instituições e representa desvio de recursos que deveriam ser destinados ao serviço público. Por essa razão, o combate a essas ações é tratado pelo Ministério Público como fundamental para assegurar a probidade administrativa e proteger o patrimônio público.

A partir das novas evidências coletadas, o MPSP dará sequência à investigação e poderá, ao final do processo, apresentar denúncia formal contra o vereador e demais envolvidos.

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