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NASA divulga novas imagens do 3I/ATLAS e rejeita rumores de nave alienígena

Enquanto a agência espacial reafirma que o objeto é um cometa natural, o cientista Avi Loeb mantém viva a hipótese de possível origem artificial.

O objeto interestelar 3I/ATLAS, confirmado como o terceiro visitante de fora do Sistema Solar, voltou a ganhar destaque após a NASA divulgar novas imagens obtidas por sondas e telescópios espaciais. As fotografias mostram atividade típica de cometas, como emissão de gás e poeira, além de uma trajetória compatível com um corpo natural em órbita hiperbólica.

Segundo a NASA, o objeto não representa qualquer ameaça à Terra e cruzará o sistema solar interno a uma distância segura. Em nota oficial, a agência norte-americana foi direta ao abordar rumores espalhados online: “É apenas um cometa muito legal”, rejeitando especulações de que se trate de uma nave extraterrestre. As análises iniciais apontam para comportamento físico padrão, sem aceleração anômala, padrões geométricos, sinais artificiais ou qualquer estrutura que sugira origem tecnológica. Isso foi reforçado em reportagens de veículos dos EUA como Live Science e AP News, que destacam a ausência de qualquer indicativo de construção inteligente.

Mesmo assim, o astrofísico Avi Loeb, professor de Harvard e conhecido por sua postura ousada em investigações sobre vida extraterrestre, mantém uma posição diferente. Em publicações no Medium e em entrevistas a veículos como People e New York Post, Loeb afirma que 3I/ATLAS apresenta “características incomuns” que não devem ser descartadas como coincidência. Ele considera que a hipótese natural continua sendo a mais provável, mas defende que a científica não deve ignorar alternativas. “Precisamos investigar cada possibilidade com rigor e mente aberta”, declarou.

Entre os pontos levantados por Loeb estão:

  • a forma como o objeto foi detectado;
  • a luminosidade variável;
  • possíveis padrões incomuns na liberação de gás;
  • o fato de vir de fora do Sistema Solar, o que abre espaço para anomalias ainda desconhecidas pela ciência.

Em blogs recentes, Loeb revisita sua linha de pesquisas que ganhou força com Oumuamua, o primeiro objeto interestelar detectado em 2017. Naquele caso, o cientista sugeriu que o corpo poderia ter sido um dispositivo artificial de origem alienígena, tese rejeitada pela maior parte da comunidade científica, mas que chamou atenção mundial. Agora, com 3I/ATLAS, ele volta a insistir na importância de não excluir hipóteses antes da análise completa dos dados.

Em contrapartida, a NASA reforça que não há qualquer evidência objetiva que apoie a hipótese tecnológica. Dados preliminares vindos de sondas como o Mars Reconnaissance Orbiter e o MAVEN apontam para características típicas de cometas formados em regiões frias de sistemas estelares. Imagens de ultravioleta mostram núcleos de hidrogênio desprendidos da coma, comportamento padrão de objetos compostos por gelo interestelar sublimando.

A ciência norte-americana, representada por pesquisadores citados em sites como Live Science, WIRED e SciTechDaily, afirma que o fenômeno é extraordinário, mas não inexplicável. O consenso atual é de que objetos interestelares serão cada vez mais comuns com o avanço dos sistemas de detecção, e 3I/ATLAS é mais uma oportunidade de estudar material formado além do Sol.

A controvérsia em torno de Loeb, porém, continua. Enquanto colegas defendem prudência para evitar especulações excessivas, o cientista argumenta que avanços científicos muitas vezes começam com perguntas desconfortáveis. Ele afirma que, até que novos dados sejam divulgados, “todas as hipóteses devem ser analisadas proporcionalmente às evidências”.

Por ora, a NASA mantém a posição mais conservadora, e Loeb segue como a voz que provoca a imaginação do público. O que ambos concordam é: 3I/ATLAS é um visitante raro e traz informações valiosas sobre o universo além do nosso sistema solar.

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