Marina Silva anunciou em 4 de abril de 2026 que permanecerá na Rede Sustentabilidade e disputará uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de outubro, após deixar o Ministério do Meio Ambiente.
Marina Silva confirma candidatura ao Senado por SP
A exoneração de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União em 1º de abril de 2026, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 4 de outubro.
Em nota oficial, Marina justificou a permanência na Rede como um gesto de coerência e reafirmou o apoio às candidaturas de Lula à Presidência e de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.
A decisão encerrou especulações sobre uma possível troca de partido. Marina recebeu convites de siglas como PT, PSB, PDT, PV, PCdoB e PSOL, mas optou por seguir na legenda que ajudou a fundar.
Tensão interna na Rede
A direção nacional da Rede criou uma regra que priorizava parlamentares com ao menos dois anos de exercício do mandato — critério que excluiria Marina, licenciada para o ministério. A nota do diretório aponta que a medida foi uma “emenda casuística” com objetivo evidente de prejudicá-la, apesar de ela ter sido eleita deputada federal com quase 250 mil votos.
Quem são os adversários da direita no Senado em SP?
Em São Paulo, os principais nomes da direita são Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo), que disputam o mesmo eleitorado conservador. Ambos têm como bandeira a segurança pública e fazem frente às apostas do campo governista.
- Guilherme Derrite (PP): ex-secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas, tem candidatura praticamente oficializada pelo Progressistas e conta com o apoio direto do governador paulista.
- Ricardo Salles (Novo): ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Aliados avaliam que sua candidatura pode dividir votos da direita com Derrite.
- Ricardo Mello Araújo (PL): vice-prefeito de São Paulo e nome preferido por Jair Bolsonaro para representar o PL na disputa. O próprio Mello Araújo confirmou que soube da cogitação pela imprensa e que só avançará com articulações se houver pedido direto do ex-presidente.
A indefinição sobre o segundo candidato da direita gera preocupação no campo conservador, que teme a divisão de votos e o consequente avanço da esquerda nas duas vagas em disputa.
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Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Fontes:
- Diário Oficial da União — Exoneração de Marina Silva, edição extra, 1º abr. 2026
- Câmara dos Deputados — Perfil oficial de Marina Silva (Rede-SP): camara.leg.br
- TSE — Prazo de desincompatibilização: 4 abr. 2026
- Redes sociais oficiais de Marina Silva — Nota de permanência na Rede e candidatura ao Senado, 4 abr. 2026









