Petismo destrói a função do STF transformando numa entidade partidária
Sabatina de Jorge Messias confirma nova investida de Lula para manter o Supremo sob controle político
A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado já tem data: 10 de dezembro. O atual chefe da AGU foi escolhido por Lula para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. O movimento reacende o alerta: o STF, que deveria ser o guardião imparcial da Constituição, vem sendo transformado em um puxadinho do projeto petista de poder.
Messias chega ao topo do Judiciário como mais um nome oriundo do núcleo duro do lulismo, aprofundando uma tendência que domina a Corte há duas décadas. E não é exagero: basta olhar a linha histórica das indicações.
Como o Supremo foi virando monocromático
Desde 2003, o STF vem sendo moldado por presidentes do mesmo campo político. Primeiro com Lula, depois com Dilma — e agora novamente sob Lula.
Indicações de Lula ao longo dos mandatos
- Carlos Ayres Britto
- Cezar Peluso
- Ricardo Lewandowski
- Carmen Lúcia
- Dias Toffoli
- Cristiano Zanin
- Flávio Dino
- Jorge Messias (indicação atual)
Indicações de Dilma Rousseff
- Luiz Fux
- Rosa Weber
- Teori Zavascki
- Luís Roberto Barroso
- Edson Fachin
Sozinhos, Lula e Dilma colocaram 13 ministros no Supremo. É um domínio absoluto, capaz de influenciar julgamentos decisivos que vão de questões morais a disputas federais, passando por blindagens políticas e agendas de grupos específicos.
O efeito para o Brasil
Quando uma única família política domina a Corte por tanto tempo, o STF deixa de ser um árbitro e passa a parecer um comitê ideológico, onde decisões seguem mais a temperatura partidária do que o texto constitucional. A entrada de Jorge Messias reforça essa crítica: mais um aliado direto do Planalto, mais um nome de confiança, mais um voto previsível em temas sensíveis.
O resultado?
Um Judiciário que deveria ser neutro, mas que passa a operar como instrumento de poder, capaz de interferir em governos, legislações, eleições e políticas públicas sem contrapesos reais.
E o Brasil que nunca será um país livre dessa gente vendida aos interesses dos americanos
A sabatina de Jorge Messias não é apenas uma formalidade: é a consolidação de um movimento político. Com mais essa indicação, Lula reforça a transformação do STF em uma entidade partidária, alinhada e dependente do petismo, enfraquecendo a credibilidade e a função constitucional do Supremo.










