O Brasil atravessa um ciclo político em que a esquerda institucional, especialmente o PT, parece ter abandonado qualquer compromisso com as prioridades reais do país. Ao invés de enfrentar a crise econômica e social que sufoca milhões de famílias, mergulhou de cabeça em uma guerra judicial permanente contra seus opositores. O discurso de defesa dos trabalhadores ficou para trás; o que sobra é a prática obsessiva de transformar tribunais em armas políticas.
Entre 2018 e 2024, partidos recorreram mais de 800 vezes ao Supremo Tribunal Federal. E o dado mais revelador: mais de 75% dessas ações partiram de legendas de esquerda, quase sempre após derrotas no Congresso ou negativas formais do governo federal. Em 2025, o movimento continuou acelerado. Até a metade do ano, partidos já haviam recorrido ao STF 21 vezes, com o PSOL liderando as investidas.
O caso mais recente mostra a velha tática em ação. O líder do PT anunciou que irá acionar o Supremo contra a decisão da Câmara que absolveu a deputada Carla Zambelli. O país desaba, mas o partido prefere gastar energia em disputas políticas intermináveis, tentando reverter no tapetão aquilo que perdeu no voto.
Enquanto isso, o Brasil vive uma crise profunda — mais grave, em impacto direto, do que a pandemia de covid. A economia encolhe no cenário internacional: o país saiu do Top 10 das maiores economias do mundo, escorregando para a 11ª posição. A vida das famílias acompanha a queda. Em outubro de 2025, 78,8 milhões de brasileiros estavam endividados, um recorde histórico. O índice representa 79,5% das famílias, esmagadas especialmente por dívidas de cartão de crédito, carnês e crédito pessoal.
É uma tragédia silenciosa: inflação persistente, juros que não aliviam, renda estagnada. O brasileiro luta para sobreviver, mas a esquerda bolivariana prefere gastar suas forças na arena judicial, aprofundando o clima de perseguição política e polarização permanente. Não há projeto de país, não há estratégia econômica, não há foco na vida real da população.
Fica a pergunta incômoda — direta, inevitável: por que eleger vereadores, deputados ou até presidentes de esquerda, se a prioridade deles parece ser apenas perseguir a oposição, utilizando mecanismos que deveriam servir à República, não aos interesses de uma facção política?
No fim, o país paga a conta: economia destruída, instituições tensionadas e uma população abandonada à própria sorte enquanto seus representantes travam batalhas ideológicas que não enchem prato e não aliviam dívida.










