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Câmara rejeita recurso contra arquivamento de CPI para investigar João Campos; oposição boicota votação e aciona Justiça

Vereadores oposicionistas contestam decisão da Casa e prometem recorrer ao Judiciário para tentar reverter o arquivamento da comissão de investigação.

A Câmara Municipal do Recife rejeitou o recurso apresentado por vereadores da oposição contra o arquivamento do pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão do prefeito João Campos. A decisão foi tomada em sessão extraordinária do plenário, que manteve o arquivamento do requerimento.

O recurso havia sido apresentado após o presidente da Casa, Romerinho Jatobá, determinar o arquivamento do pedido de CPI. Segundo a presidência da Câmara, o requerimento não atendia plenamente aos critérios exigidos pelo regimento interno, especialmente no que se refere à definição de um “fato determinado” que justificasse a instalação da comissão de investigação.

A CPI pretendia apurar supostas irregularidades envolvendo um concurso público para procurador do município, tema que passou a ser questionado por parlamentares da oposição. O caso envolve a reclassificação de um candidato anos após a homologação do certame e sua posterior nomeação, situação que motivou suspeitas levantadas por vereadores oposicionistas.

A sessão que manteve o arquivamento foi marcada por tensão política. A maior parte da bancada de oposição decidiu boicotar a votação, deixando o plenário durante a reunião extraordinária. Segundo os parlamentares, a convocação da sessão e a condução do processo teriam ocorrido de forma precipitada.

Os vereadores afirmaram que o arquivamento do pedido representa um obstáculo ao papel fiscalizador do Legislativo. Para eles, a CPI deveria ter sido instalada para que o caso fosse investigado de maneira formal pela Câmara.

Parlamentares alinhados à base do governo municipal defenderam a decisão tomada pela presidência da Casa. Segundo esses vereadores, o pedido de CPI não teria apresentado elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação parlamentar.

Para integrantes da base governista, a tentativa de instalação da comissão teria motivação política e buscaria gerar desgaste à gestão do prefeito.

Mesmo com a decisão do plenário, vereadores da oposição afirmaram que pretendem levar o caso ao Poder Judiciário. O objetivo é tentar reverter o arquivamento e garantir a instalação da comissão de investigação.

Caso a Justiça aceite o pedido, a Câmara poderia ser obrigada a reavaliar a decisão ou até mesmo instaurar a CPI.

O episódio amplia o clima de disputa política no Legislativo municipal e ocorre em um momento de intensificação do debate entre governo e oposição na capital pernambucana.

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