A vereadora Bruna Biondi (PSOL), única mulher na atual legislatura da Câmara de São Caetano do Sul (SP), teve o microfone cortado duas vezes em abril de 2026 durante sessão plenária.
O Que Aconteceu na Sessão de Abril de 2026?
Segundo relatos da parlamentar e registros da Câmara, o episódio ocorreu enquanto Biondi lia projetos de combate à violência contra a mulher. O presidente da Casa, Dr. Seraphim (PL), interrompeu sua fala pela primeira vez sem justificativa formal. Ao solicitar direito de resposta após ser citada nominalmente em comunicado da presidência, teve o microfone cortado pela segunda vez. A vereadora classificou a conduta como violência política de gênero e silenciamento institucional sistemático.
Histórico de Perseguição ao Mandato
Os episódios de abril de 2026 não são isolados. Em 2024, Biondi denunciou o prefeito José Auricchio Júnior ao Ministério Público após ser chamada de “tchutchuca” em evento público. Em março de 2025, o vereador Américo Scucuglia (PRD) foi condenado por violência política de gênero em primeira instância, mas a decisão foi revertida pelo TRE-SP. Ainda em abril de 2025, o líder do governo Tite Campanella, César Oliva (PSD), pediu abertura de Comissão Processante por suposta quebra de decoro — processo arquivado após forte mobilização popular batizada de “Bruna Fica”.
Por Que o Caso Repercute?
Bruna Biondi é a única mulher e única parlamentar de esquerda na Câmara de São Caetano do Sul, o que acentua o caráter político e de gênero dos ataques ao seu mandato. A vereadora tem reforçado a urgência de políticas públicas de proteção às mulheres e destacado que a violência política permanece um dos principais obstáculos a mandatos femininos na região.
Leia também a matéria especial do Via Política News sobre violência política de gênero no link abaixo.
Fontes: Publicações oficiais de @brunapsol (Instagram); registros da Câmara Municipal de São Caetano do Sul; Brasil de Fato (abril/2025); PSOL Nacional (maio/2024).




