Um ataque com drone marcou um ponto de inflexão na relação entre Washington e Caracas. Segundo fontes da CNN e de veículos internacionais, a operação teria sido conduzida pela CIA e mirou um cais na costa da Venezuela usado, de acordo com autoridades americanas, como ponto logístico do narcotráfico. Caso confirmado, trata-se do primeiro ataque conhecido dos Estados Unidos em solo venezuelano, um fato com peso político que vai além do alvo atingido.
De acordo com os relatos, a ação ocorreu entre os dias 24 e 25 de dezembro, quando drones destruíram a instalação portuária utilizada para o carregamento de drogas em embarcações. O governo de Nicolás Maduro não divulgou informações oficiais sobre o episódio e, até o momento, não apresentou um posicionamento público detalhado sobre o ataque, mantendo o silêncio como estratégia política.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que forças americanas destruíram um “grande cais” na Venezuela, descrevendo a explosão como parte de uma operação em área ligada ao narcotráfico. Trump evitou especificar se a ação foi executada pela CIA ou por forças militares regulares, mas vinculou o episódio a uma campanha mais ampla de pressão contra o governo Maduro, que inclui bloqueios à exportação de petróleo e operações marítimas contra embarcações suspeitas.
Relatórios indicam que não houve vítimas humanas. Fontes próximas à investigação afirmam que a instalação estava vazia no momento do ataque, o que explica a ausência de mortos ou feridos, apesar da grande explosão registrada. O alvo era considerado um ponto logístico remoto, e autoridades americanas tratam a ação como parte da expansão dos esforços antinarcóticos para além do mar, alcançando agora estruturas em terra.
O contexto é de escalada gradual. Os Estados Unidos vêm intensificando sua presença militar no Caribe e endurecendo ações contra o narcotráfico associado ao regime chavista. Ao mesmo tempo, especialistas e parlamentares americanos questionam a legalidade de operações encobertas em território estrangeiro, enquanto Caracas acusa Washington de tentar desgastar politicamente o governo Maduro e enfraquecer sua soberania.
Do ponto de vista estratégico, o ataque cumpre funções claras. Primeiro, demonstra alcance: os EUA mostram que podem operar dentro da Venezuela com precisão e sem baixas, quebrando a narrativa de invulnerabilidade do regime. Segundo, trata-se de uma escalada controlada: não houve vítimas, o que indica pressão calculada, não guerra aberta. Terceiro, o recado é direcionado à cúpula chavista, não ao povo: ninguém está fora do alcance.
Em síntese, não se trata de um pedido para Maduro se render. É um aviso seco de que a margem de manobra do regime está encolhendo — e que o tempo, agora, joga contra Caracas.










