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Anistia já aos sequestrados pelo Estado bolivariano!

Após a prisão do ex presidente Jair Bolsonaro, a bancada do PL se reúne com Valdemar Costa Neto para avaliar o cenário político e definir próximos passos no Congresso.

A bancada do Partido Liberal realiza nesta segunda-feira (24.11.2025) uma reunião decisiva em Brasília com Valdemar Costa Neto para alinhar a estratégia em torno da anistia. O encontro, marcado para as duas da tarde, ocorre em clima de urgência política. Depois da prisão preventiva de Jair Bolsonaro, o PL tenta reorganizar seu eixo de liderança, reconstruir narrativa e transformar a anistia em bandeira central da militância.

A legenda sabe que esse é o tema capaz de unificar a direita em um momento de crise. Declarações recentes de Flávio Bolsonaro reforçam que a anistia se tornou principal alternativa para proteger aliados processados pelos eventos de oito de janeiro e recuperar força política. O espírito da reunião é justamente esse: reagrupar, organizar e pressionar.

O ambiente no Congresso favorece tensões. Na Câmara, a ruptura pública entre Hugo Motta e o líder do PT, Lindbergh Farias, escancarou um conflito que fragiliza a articulação do governo. A disputa pela relatoria do PL Antifacção — entregue a Guilherme Derrite — detonou uma sequência de acusações, desgaste e distanciamento. A crise interna na base governista abre espaço para que o PL tente avançar suas pautas, mas também aumenta a instabilidade do processo.

Já no Senado, o cenário é ainda mais restritivo. Davi Alcolumbre, apesar de ter sido apoiado por Jair Bolsonaro no passado para a presidência da Casa, está hoje posicionado no núcleo mais duro da ala antianistia. Sua declaração de que “lideranças dos atos de oito de janeiro não devem ser beneficiadas” sinaliza que ele rejeita qualquer perdão amplo. Alcolumbre se tornou, na prática, um dos principais entraves para a pauta da direita.

Esse distanciamento entre representantes e representados revela um problema maior: boa parte do Senado não reflete mais a vontade popular. Enquanto a base conservadora do país pede anistia, boa parte dos senadores atua para barrar o tema ou condicioná lo a negociações internas.

É por isso que a reunião de hoje do PL vai além da anistia. Ela se transforma em ponto de virada para dois mil e vinte e seis. Sem uma nova bancada conservadora no Senado, não haverá avanço de pautas fundamentais. Não haverá alinhamento entre eleitor e representante. Não haverá governabilidade para a direita.

O recado é direto. A direita precisa decidir se quer apenas reagir ou se quer retomar o controle político. O movimento começa hoje, na reunião do PL, mas termina no voto do eleitor. Se a pauta é anistia agora, a resposta será urna depois.

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