Prefeito admite que a condenação de Bolsonaro “já estava pronta”, mas diz que decisão deve ser respeitada
A entrevista de Ricardo Nunes deixou claro aquilo que muita gente já percebeu: o prefeito de São Paulo tenta equilibrar dois pratos ao mesmo tempo. Primeiro, ele deixou escapar que a condenação de Bolsonaro “já estava pronta há muito tempo”. Depois, numa virada inesperada, afirmou que, mesmo assim, “a decisão tem de ser respeitada”, porque o Brasil seria um país democrático e as instituições mereceriam confiança.
A fala virou exemplo clássico de sabonetada política: escorrega para agradar quem critica o Supremo, mas cai em pé ao repetir o discurso institucional que a esquerda e o establishment cobram. Nunes quer se blindar — mas a base percebe quando o tom vacila.
Nos bastidores, aliados já captaram o recado: ele não pretende comprar briga com o STF no meio da turbulência que envolve a prisão de Bolsonaro. O prefeito tenta passar a imagem de equilíbrio, mas corre o risco de irritar justamente o público que o sustentou eleitoralmente.
Como isso afeta São Paulo e o Grande ABC
A fala amplia a dúvida entre os eleitores conservadores da capital e do ABC, regiões onde Bolsonaro sempre teve forte apoio. Parte da direita verá a postura de Nunes como pragmatismo; outra parte enxergará covardia política.
Como isso afeta o Brasil
No plano nacional, a entrevista reforça a movimentação de lideranças que tentam se afastar do desgaste de Bolsonaro sem romper com o eleitorado de direita. Esse reposicionamento pode moldar alianças e pavimentar a disputa de 2026.










