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Só falta o Governo de Lula taxar o banho de mar!

O Estado brasileiro nunca foi um produtor de riqueza. Vive do que arrecada, redistribui mal e cobra caro por serviços ruins. Essa parasitagem não é nova, mas ganhou ritmo acelerado no atual governo petista de Lula, que transformou o aumento da arrecadação em política prioritária. E parece que a ordem é ampliar a cobrança, elevar alíquotas e restringir incentivos para ter mais dinheiro arrancado do bolso do contribuinte.

Desde o início do governo dessas figuras ressuscitadas do limbo pelo poder judiciário supremo, o lulismo implementou ou elevou tributos em ao menos 27 ocasiões. É uma estratégia conhecida Lula gasta sem freio e o cidadão paga. E quando o povo reclama, fala-se em “justiça fiscal”. Na prática, o peso recai sobre quem produz, consome e tenta reduzir custos pessoais, inclusive investindo em energia limpa…uma das pautas globalistas que o embusteiro adora.

A política petista para a energia solar é um retrato fiel dessa contradição vergonhosa socialista. O Brasil tem sol em abundância, tecnologia disponível e demanda crescente por alternativas energéticas mais baratas e sustentáveis. Mesmo assim, o governo escolheu dificultar o acesso a esse mercado.

Entre 2019 e 2023, a importação de módulos fotovoltaicos contou com isenção total do Imposto de Importação (II), graças ao regime de ex-tarifários. A lógica era clara: estimular um setor estratégico, reduzir custos ao consumidor e ampliar a matriz energética. Funcionou. O mercado cresceu, a geração distribuída avançou e milhares de brasileiros passaram a produzir a própria energia.

Isso mudou em 2024. A isenção foi revogada e o imposto voltou, inicialmente em torno de 9,6% a 10,8%. Poucos meses depois, em novembro de 2024, o governo elevou a alíquota de forma abrupta para 25%, por meio da Resolução Gecex nº 666. Em 2025, essa taxa permanece em vigor, com possibilidade de novos aumentos, seguindo a lógica já anunciada para outros equipamentos “verdes”, que podem chegar a 35% até 2026.

O discurso oficial é a proteção da indústria nacional. Na prática, o efeito é encarecer projetos, reduzir investimentos e frear a expansão da energia solar — especialmente para pequenos e médios consumidores. Vale lembrar que, por anos, muitos desses equipamentos sequer tinham similar nacional, o que justificava plenamente a isenção. Mesmo assim, os ex-tarifários foram revogados.

Como se não bastasse o aumento do imposto de importação, entra em cena a chamada “taxação do sol”, prevista na Lei 14.300 de 2022. Não é imposto, dizem os defensores, mas uma tarifa pelo uso da rede elétrica (componente Fio B). O nome técnico não muda o impacto real. Para novos sistemas de geração distribuída, a cobrança é progressiva: 15% do Fio B em 2023, 30% em 2024 e 45% em 2025. Ou seja, quem decide investir hoje paga muito mais do que quem investiu ontem.

O recado é direto: produzir a própria energia ficou mais caro. Importar tecnologia ficou mais caro. Planejar ficou mais arriscado. Tudo isso em nome de um Estado que arrecada cada vez mais e entrega cada vez menos.

A ironia é evidente. Enquanto o governo fala em transição energética, sustentabilidade e combate às mudanças climáticas, suas decisões práticas caminham no sentido oposto. Taxa o sol, dificulta o acesso à tecnologia e penaliza quem tenta escapar da conta de luz abusiva.

Se continuar nesse ritmo, a provocação do título deixa de ser exagero. Hoje é a placa solar. Amanhã, quem sabe, o vento, a chuva ou o banho de mar. Quando o Estado se comporta como parasita, qualquer fonte de alívio ao cidadão vira alvo.

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