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Ministros indicados por Bolsonaro comandarão o TSE nas eleições de 2026

A Justiça Eleitoral brasileira chegará às eleições gerais de 2026 sob uma configuração que chama atenção pelo peso político e institucional de seus principais nomes. Pelo sistema tradicional de rodízio interno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) estarão no comando da Corte justamente no período mais sensível do calendário eleitoral.

A partir de junho de 2026, o ministro Kassio Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE, assumirá a presidência do tribunal, sucedendo a ministra Cármen Lúcia. Na vice-presidência estará o ministro André Mendonça. Ambos chegaram ao STF por indicação direta de Bolsonaro — Nunes Marques em 2020 e Mendonça em 2021 — e passarão a ocupar os cargos máximos da Justiça Eleitoral às vésperas do pleito presidencial.

A mudança ocorre dentro da lógica institucional da Corte, que prevê a eleição do presidente e do vice entre os ministros oriundos do STF, com mandatos de dois anos, sem recondução após dois biênios consecutivos. Trata-se de um mecanismo histórico, previsto na Constituição e no regimento interno do tribunal, mas que, no atual contexto político, ganha leitura estratégica.

Em 2026, o TSE contará com três ministros do STF em sua composição: além de Kassio Nunes Marques e André Mendonça, o ministro Dias Toffoli integrará a Corte Eleitoral como terceiro representante do Supremo. Com isso, a ala do STF no TSE estará completa durante o processo eleitoral.

A estrutura do Tribunal Superior Eleitoral é formada por sete ministros titulares, conforme estabelece a Constituição Federal:

  • três ministros do STF,
  • dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
  • dois juristas, nomeados pelo presidente da República a partir de lista tríplice elaborada pelo STF.

Atualmente, a composição do TSE é a seguinte:

Pela classe do STF, integram o tribunal Cármen Lúcia Antunes Rocha, presidente do TSE (mandato 2024–2026); Kassio Nunes Marques, vice-presidente (mandato 2025–2027); e André Luiz de Almeida Mendonça (mandato 2024–2026).

Pela classe do STJ, são ministros efetivos Antonio Carlos Ferreira (mandato 2024–2026) e Ricardo Villas Bôas Cueva, que assumiu como titular no final de 2025.

Na classe dos juristas, compõem o tribunal Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha, ambos com mandato de 2025 a 2027.

Além dos titulares, o TSE conta com ministros substitutos que podem atuar quando convocados. Entre eles estão Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin pelo STF; Sebastião Alves dos Reis Júnior pelo STJ; e Vera Lúcia Santana Araújo na classe dos juristas.

Essa composição vigora na transição entre 2025 e 2026 e permanecerá ativa durante a preparação, condução e eventual judicialização das eleições gerais, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026.

Com dois ministros diretamente ligados às indicações de Bolsonaro à frente do tribunal, o TSE entra em um ciclo decisivo sob intensa observação política, jurídica e institucional, em um país onde a Justiça Eleitoral ocupa papel central na definição dos rumos do processo democrático.

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